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domingo, 22 de agosto de 2010

Pudim da gaja com ovos do Manja

O Manja mandou ovos para mim. Felizmente, as minhas galinhas também me premeiam diariamente com uma preciosa cagadela de ovo. Como não consigo consumir ovos à velocidade que os cagam vejo-me obrigado a partilhar com família, amigos e, quando aparece um ovo podre, com inimigos.

Os ovos que saem da peida das minhas galinhas são maravilhosos, de cores bem carregadas e, mesmo que apenas estrelados numa pequena noz de manteiga Ilha Azul, uma pitada de sal grosso e pimenta, distraem as papilas gustativas de tal forma que poderia ser violado, sem me aperceber, enquanto chafurdava o pão na gema mal passada.

Apesar de venerar o ânus das minhas galinhas, tenho que reconhecer que não há ovos melhores que aqueles que vêem a luz do dia a partir do cu das galinhas do Manja. São pequeninos - o que prova que as galinhas não foram abusadas pelo Manja - acastanhados, carregadinhos de merda de galináceo, mas autênticos concentrados de sabor.

Dizem as más-línguas que tamanha dádiva é fruto da consanguinidade entre animais. É bem verdade que os ovos galados do Manja resultam sempre em belos pintainhos, mas nada disso me interessa. Importa sim que o Manja me ofereceu ovos e recebi-os agradecido e orgulhoso por poder meter os "queixos" nestas verdadeiras preciosidades.

Não fosse a gaja cá de casa, em 50 minutos, transformar
os 10 ovos do cu das galinhas do Manja (350grs de açúcar, 100 delas para fazer caramelo e 1,3l de leite) em pudim caseiro e estaria neste preciso momento a chafurdar pão nas gemas mal passadas ou a enfardar ovos mexidos com mioleira, farinheira ou cogumelos e poejo.

Se o raio do pudim não estivesse obscenamente delicioso, tínhamos o caldo entornado. Como vingança, apanhei uma valente caganeira de pudim quente.

domingo, 31 de maio de 2009

Tomatada com ovo gratinado


Refogado de tomates maduros em pedaços, cebola picada, azeite, sal e pimenta.
Divide-se o preparado em tigelas individuais (não tinha tigelas e fiz umas em folha de alumínio) com um pouco de manjericão picado ou orégãos. Acrescenta queijo Mozzarella.
Bate uns ovos com um pouco de sal e natas ou leite e coloca no topo das taças com queijo ralado.
Leva a gratinar.
Pode servir-se quente ou frio como entrada, em almoços de verão.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Francesinha à Taveiro

Matéria-prima: Pão de forma, filete afiambrado, queijo flamengo, salsicha fresca, bife de porco, chourição, ovo e molho de francesinha.

Ferramentas: Wok e tacho.

Execução: Prepara-se o molho da francesinha. Bate-se o bife e grelha-se. Grelham-se as salsichas frescas e depois cortam-se ao meio, verticalmente e horizontalmente. Estrelam-se os ovos, mal passados. Reserva-se tudo isto.
Num prato raso dispõem-se os restantes componentes pela seguinte ordem:
1 fatia de pão de forma; 1 fatia de queijo flamengo; 2 fatias de filete afiambrado; 1 fatia de queijo flamengo; bife grelhado; 1 fatia de queijo flamengo; salsicha fresca grelhada; 1 fatia de queijo flamengo; 2 fatias de chourição; 1 fatia de queijo flamengo; 1 fatia de pão de forma; ovo estrelado; 4 fatias de queijo flamengo.
Depois de terminada a fase de engenharia, ferve-se o molho para depois ser despejado sobre toda a “construção vertical”.

Estrutura: Batata frita

Complementos: Cerveja, vinho tinto, branco, verde ou rose a gosto.

Mão-de-obra: Grau de dificuldade baixo.

Prazo de execução: Vinte minutos.

Orçamento: Baixo

Higiene e segurança: O molho tem que ser sempre picante, independentemente do gosto de cada um.
Servir assim que estiver pronto.
Envolver sempre, o que vai agarrado ao garfo, no molho.
Esfregar bem as batatas fritas no molho.
Sempre que for necessário, adicionar mais molho à “construção vertical”.

Normas: O molho tem que estar muito quente quando despejado em cima do queijo no topo da “construção vertical”.
Segundo as directivas comunitárias (da comunidade do Taveiro) é obrigatório que a cobertura de queijo colocada no topo, derreta quando despejado o molho e escorra, qual cera de vela acesa, por toda a “construção vertical”.
O ovo estrelado tem que estar mal passado, para que depois, e em contacto com o molho bem quente, fique no ponto, para ser rasgado, misturando a gema mal passada com o restante molho.
Acompanhar com amigos.

Nota: Do molho falamos noutra oportunidade!

terça-feira, 13 de março de 2007

Tortilla

As tortillas são uma excelente forma de reaproveitar e dignificar a batata. São um petisco muito bom e fácil de executar, ideal para um lanche. A base para a tortilla é a batata e o ovo, mas também alguma criatividade em aproveitar ingredientes. Para esta utilizei o que tinha à mão e foi o seguinte: Algumas batatas cozidas que havia reservado no frio, facto imperativo para a resistência da batata face às agressões de um salteado na frigideira, meia cebola em juliana, 2 tomates vermelhos e rijos ou seja, com tomates, uns pedaços de pimento vermelho, um pouco de alho francês, sal e pimenta.

Como é que se faz as coisas:
Numa frigideira anti-aderente e larga, cozinha ligeiramente estes ingredientes com um pouco de manteiga e sem mexer demasiado. Este ponto é importante para que os ingredientes adquiram um tom tostado ou gratinado, o que lhes confere uma textura muito mais atraente no final. Por exemplo, em muitos pratos, as aves são previamente salteados até que a pele ganhe uma coloração dourada, com laivos de queimado, o que se mantém até ao final, mesmo depois de submetidas a outros passos na confecção do prato, mas o aspecto final é muito mais apelativo. Posto isto, voltemos ao que interessa. Espeta-lhe agora com 3 ou 4 ovos batidos, tempera com sal e pimenta e deixa cozinhar até ganhar alguma resistência por baixo. De seguida, com outra frigideira invertida, ou com uma enorme habilidade para fazer panquecas, vira a tortilha para cozinhar do outro lado. Podes acrescentar queijo aquando do ovo, o que é motivo de orgulho para o próprio queijo.
Este petisco é mesmo, mas mesmo muito bom com cerveja Guinness ou outra do tipo “Ale”, que são cervejas mais espessas e de sabor torrado, o que, para mim, myself and I, é aquilo a que se chama um casamento perfeito, se é que isso existe.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Ovos mexidos com espargos verdes


Material pa trabalhar:
- Espargos
- Ovos
- Sal e pimenta
- Azeite

Como é que se faz as coisas:
Lavas muito bem os espargos e coze-los em água temperada com sal, já em fervura, para manter os espargos verdinhos. Depois de cozidos, escorres os espargos, corta-los em pedaços pequenos e reservas. Bates os ovos inteiros com sal e pimenta e juntas os espargos. Depois espetas com tudo numa frigideira anti-aderente com um fiozinho de azeite e deixas cozinhar em lume brando mexendo sempre com uma colher de pau.


São ideias:
Podes acompanhar com queijo da serra amanteigado em tostinhas, faz um contraste de intensidades em que os sabores se complementam.

Buida:
Vinho branco, se comeres só os ovos com espargos, ou um tintinho macio de Palmela, Terras do Sado ou Alentejo, se comeres com o queijo. E é claro, a bela cervejinha também fica sempre bem.

Isto é a gente a conversar:
Em vez de cozeres os espargos, podes salteá-los com sal e pimenta em azeite, ficam mais estaladiços e com um ligeiro amargo que és capaz de gostar.
Retira-lhe a parte inferior do talo que é mais fibrosa e muito rija.
Os espargos bons são os selvagens, por isso, se tiveres alguém que os arranje aproveita.
Podes ainda juntar cogumelos salteados.

Nem penses:
Comprar espargos em lata.

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