quarta-feira, 9 de abril de 2008

Um espumante conquistador.


De regresso à Adega Cooperativa do Cadaval e à gama Confraria, trago agora uma sugestão para um espumante bruto, quanto a mim muito bom e que, apesar de bruto, tem tratado muito bem as minhas papilas.
Como eu não gosto de bebidas doces, confesso que espumantes doces, a meu ver e beber, são como morangos com açúcar. Ou comemos morangos bons e ao natural ou não os comemos de todo.
Este Bruto Reserva, foi produzido a partir da casta Arinto e tem a particularidade de pertencer a uma região DOC que muitos desconhecem. É um vinho DOC Óbidos mas não é preciso nenhuma batalha para se deixar conquistar por este guerreiro.
É um vinho bastante intenso e com um gasoso batalhante, talvez até um pouco demais.
Foi produzido segundo o Método Champenoise ou Tradicional, tal como acontece com o Champagne e que consiste em provocar uma segunda fermentação em garrafa, facto que melhora substancialmente a qualidade dos espumantes.
É um pouco como os Whiskys Puro Malte que, quantas mais vezes são destilados, melhores se revelam. Alguns são destilados 3 ou mesmo 4 vezes, tudo em prol da qualidade, inversamente proporcional à quantidade e ao preço naturalmente.
Não sei o preço deste Confraria porque ainda não paguei nenhuma das garrafas que me ofereceram. Nem me interessa, para já.
Este vinho gosta de leitão assado, peixe grelhado e claro, marisco. E gosta do frio também.
Mas cuidado! Este vinho trepa, não às muralhas do castelo mas ao encéfalo mais próximo.
E para quem tem o rei na barriga, cautela se não quer ver a cabeça na guilhotina.


Bons vinhos!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Peixe em Lisboa



Sessões de cozinha ao vivo, aulas com o chefe, cursos culinários, tertúlias e harmonizações com vinho.
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Blogando de água na boca

Não sei se gosto de funcho. Mas o Funcho estufado com azeitonas pretas do Elvira’s Bistrot tem muito bom aspecto

O mesmo para a Sopa agridoce de wantans

Gosta da ideia de Bolos de Caneca no Microondas do Experiências na Cozinha. Sou capaz de começar a fazer bolos.

E nem de propósito, hoje cá em casa pediram-me para aprender a fazer bola . Torci o nariz. Mas depois de ver a Bola de carnes do Experiências na Cozinha, estou tentado a tentar…

E brevemente vou fazer o Consommé de Pato do Cozinha com Tomates.

A Alheira com ovo e salsa é entrada cá de casa antiga mas nunca me tinha lembrado de servir em fatias de pão torrado. Esta do Cinco Quartos de Laranja ficou com muito bom aspecto.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um branco muito leve.


Desculpem a ausência mas tenho estado como o forno do meu fogão, em lume brando.
Ainda no Domingo de Páscoa demorei 3 horas a assar um cabrito. Mas ficou bom!
Não tenho cozinhado nada de especial. Tenho mais passado pelas brasas.
Por este motivo e não só, vou por de parte as receitas e sempre que regressar a esta casa será para falar sobre vinhos. Tema que aliás tem estado em estágio há já demasiado tempo e precisa ser aberto para deixar respirar e libertar essências e odores.
Não serão textos poéticos nem organolépticos mas antes sugestões minhas porque...
Porque me apetece e posso!
Nada de vinhos famosos que esses já têm lugar marcado na fila da frente.
Pretendo falar de vinhos pouco ou nada conhecidos como a minha água-pé por exemplo.

Para começar vou falar-vos de uma adega que felizmente para nós consumidores não tem grande expressão no mercado nacional dos vinhos e que talvez por isso ainda tem grandes vinhos e aguardentes, tudo a preços finíssimos como o fiambre deve ser.
Trata-se da Adega Cooperativa do Cadaval e o vinho para este postal é o Confraria, Branco Leve.
Se há rótulos que não mentem, este é um deles. O vinho é mesmo leve. É feito a partir da casta Moscatel, o que lhe dá uma boca muito macia em detrimento da acidez que caracteriza muitos dos brancos.
A fruta está lá e isso nota-se não apenas no sabor mas muito no aroma.
Já deu para perceber que é um vinho da zona do Cadaval e é nessa zona que se encontra particularmente.
Deve beber-se bem fresco com comidas leves tipo algodão doce.
Na verdade, tanto acompanha peixes e aves como a francesinha aqui em baixo por exemplo.

Bons vinhos!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Francesinha à Taveiro

Matéria-prima: Pão de forma, filete afiambrado, queijo flamengo, salsicha fresca, bife de porco, chourição, ovo e molho de francesinha.

Ferramentas: Wok e tacho.

Execução: Prepara-se o molho da francesinha. Bate-se o bife e grelha-se. Grelham-se as salsichas frescas e depois cortam-se ao meio, verticalmente e horizontalmente. Estrelam-se os ovos, mal passados. Reserva-se tudo isto.
Num prato raso dispõem-se os restantes componentes pela seguinte ordem:
1 fatia de pão de forma; 1 fatia de queijo flamengo; 2 fatias de filete afiambrado; 1 fatia de queijo flamengo; bife grelhado; 1 fatia de queijo flamengo; salsicha fresca grelhada; 1 fatia de queijo flamengo; 2 fatias de chourição; 1 fatia de queijo flamengo; 1 fatia de pão de forma; ovo estrelado; 4 fatias de queijo flamengo.
Depois de terminada a fase de engenharia, ferve-se o molho para depois ser despejado sobre toda a “construção vertical”.

Estrutura: Batata frita

Complementos: Cerveja, vinho tinto, branco, verde ou rose a gosto.

Mão-de-obra: Grau de dificuldade baixo.

Prazo de execução: Vinte minutos.

Orçamento: Baixo

Higiene e segurança: O molho tem que ser sempre picante, independentemente do gosto de cada um.
Servir assim que estiver pronto.
Envolver sempre, o que vai agarrado ao garfo, no molho.
Esfregar bem as batatas fritas no molho.
Sempre que for necessário, adicionar mais molho à “construção vertical”.

Normas: O molho tem que estar muito quente quando despejado em cima do queijo no topo da “construção vertical”.
Segundo as directivas comunitárias (da comunidade do Taveiro) é obrigatório que a cobertura de queijo colocada no topo, derreta quando despejado o molho e escorra, qual cera de vela acesa, por toda a “construção vertical”.
O ovo estrelado tem que estar mal passado, para que depois, e em contacto com o molho bem quente, fique no ponto, para ser rasgado, misturando a gema mal passada com o restante molho.
Acompanhar com amigos.

Nota: Do molho falamos noutra oportunidade!

sexta-feira, 14 de março de 2008

"Cuzinha" de "homorista"

Uma receita de Herman José n'Os Incorrigíveis (de que ele se despediu esta semana) de 14 de Fevereiro a propósito do dia dos namorados. Já que pouco serve como humorista, pelo menos que sirva na cozinha... Peito de perú com cogumelos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Cergal (Cerveja)

O Verão já se foi, e com a mudança de estação os meus rituais gastronómicos também se alteram.
Não sei se é do chilrear dos pássaros na província ou das pessoas sem chapéu de chuva na urbe, mas é bem verdade que a partir do momento em que o frio se vai, o meu organismo anseia por umas tardes nas traseiras de casa a ouvir musica e a criar intimidade com umas cervejas bem geladas, com a mesma intensidade que o inicio do Outono me pede lençóis de flanela ou vinho tinto.
Serve toda esta lenga-lenga para sugerir, àqueles que tem por hábito juntar amigos para refrescar a alma à base de tremoços, caracóis, camarão da costa, percebes, amêijoas à bulhão pato, outros que tais e derivados (gostei desta!)……já me perdi!.....dizia eu, que o “Hoje há pipis” sugere á malta que gosta de beber umas “Jolas” a marca de cerveja Cergal.
Primeiro, porque serve de aperitivo para que os bebedores da geração da guerra colonial possam relembrar algumas “passagens” associadas a esta velha marca de cerveja, que, vá-se lá saber porquê, andou desaparecida durante uns tempos.
Segundo, porque com menos de cinco euros compram-se vinte e quatro belas cervejolas.
Terceiro, porque esta marca de lourinhas, talvez por ter andado desaparecida, apesar de ser uma pechincha até não é nada má, se comparada com algumas peso-pesado do mundo cervejeiro.
E em quarto lugar, porque, apesar de ser uma cerveja gaseificada, mesmo que a consuma como quem desidratou durante dias, mantêm os intestinos afastados da produção de gás natural, coisa que não acontece por exemplo, com uma conhecida marca de cerveja dinamarquesa que patrocinou o Euro 2004 e o Mundial de 2006 e que antes da alteração de imagem e conteúdo era das minhas preferidas.
Para terminar, acrescento que esta cerveja se encontra à venda esta, e todas as semanas, no sítio do costume.
Aproveitem o Outono
Boas barrigas.

terça-feira, 17 de julho de 2007

“Caldeirada” de Raia



Pois é… Se é só de raia será que ainda se lhe pode chamar caldeirada?
Pessoalmente acho que sim, até porque a essência está lá e a raia é um peixe que não se importa de estar só. É um peixe orgulhoso mas muito bom de facto.
Também existe a possibilidade de naquela altura, só existir raia no meu frigorífico. Mas não, a raia era fresca e comprada especificamente para o efeito.

Servi este preâmbulo como entrada porque o prato principal é tão fácil de confeccionar que o texto ficaria tão “piqueno” como as doses de caracóis na cervejaria Novo Horizonte. Aliás, é tão fácil, tão fácil que até me apetece tratar mal alguns cozinheiros deste país que nos servem uma caldeirada de merda em restaurantes, alguns até, à beira mar plantados.

Posto isto, passemos ao que interessa.
Num tacho, coloca 2 “ciboilas” em rodelas, azeite, alho picado, alho francês (opcional), batatas em pedaços, 1 cenoura às rodelas (opcional), 3 tomates pelados esmagados, um pouco de polpa de tomate (o que é muito bom para engrossar o molho), picante a gosto, sal e pimenta e por fim, no topo, a vaidosa da raia, previamente temperada de sal. Bota ao lume e deixa o tomate libertar a sua água. Só então poderás acrescentar algum vinho branco qb. Isto é muito importante porque nos permite controlar melhor a evolução do molho e a sua consistência.
Não mexas muito para não partir o peixe nem deixe cozinhar demasiado.
Depois cozinhado, acrescenta salsa picada, serve e come.

Para acompanhar, Branco, Verde ou Rose? Cheio!


XXIV Festival do Vinho Português

Decorre desde o passado dia 14 e até ao próximo domingo, dia 22 de Julho, a 24ª edição da Festa do Vinho Português na mata municipal do Bombarral.
O evento tem como objectivo promover o vinho nacional, e conta com a presença de adegas cooperativas, armazenistas de vinhos, associações de agricultores entre outras entidades e empresas ligadas ao sector vitivinícola, num total de quatro dezenas de expositores.
O mais antigo certame nacional dedicado à vitivinicultura para além das provas de vinho e dos muito concorridos leilões de vinho, apresenta um cartaz recheado de muita animação musical e também de restaurantes que terão a responsabilidade de acompanhar alguns dos melhores vinhos portugueses.
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