quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pataniscas al Rosmaninho do Monte


O pai é Monte a mãe é Rosmaninho! Confuso?
Passo a explicar... ontem fui jantar a casa de uns amigos,
o motivo da visita: risada, conbibio, e a razão mais bonita
da noite... o Leonardo Rosmaninho do Monte, um bébé gorducho
lindo lindo! Vai dai, o Monte que é do Ribatejo mas diz que
é alentejano, faz umas pataniscas majestrais, soberbas aliás.
Um mimo! Tão boas, tão boas que ninguém ligou ao prato
confeccionado por mim, Massada de Camarão ao Alhinho. Chuif.
Fica para uma próxima! A conclusão chegada é simples e clara,
como uma bela taça de vinho branco fresquinho; não há nada
que seja tão bom como umas boas pataniscas, uma garrafa
de borba 2007 branco e uns bons amigos a acompanhar.

Receita da Patanisca_
1 posta de bacalhau em lascas
1 molho de salsa
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de oregãos
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
2 copos de água morna
2 chávenas de farinha

Mistura-se tudo, junta-se água e farinha até adquirir uma consistência adequada.
Frita-se a quantidade de colheres de sopa em óleo de girassol.

Depois digam qualquer coisinha!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Vai um cafezinho?


De facto o universo dos comes-e-bebes é tão grande como a barriga do meu sogro.
Falamos disto e daquilo para comer, da bebida como acompanhamento mas não nos podemos esquecer do final. O grande final de uma boa refeição, o cafezinho bem tirado.
Comprei uma máquina da Nespresso e aconselho vivamente. O sacana do café é mesmo bom, principalmente o de cápsula preta que é o mais intenso, para o meu gosto claro.
Gostava no entanto de deixar algumas indicações que aprendi com um cliente cuja a sua indústria se dedica à torrefacção e venda de cafés.
Em primeiríssimo lugar, NÃO AOS DESCAFEINADOS. São um veneno para a nossa saúde de ferro. Para o efeito, o café descafeinado é submetido a uma lavagem com subtâncias químicas que são muito piores que qualquer dose de cafeína e se não morremos do mal morremos da cura. Quanto ao café normal, importa também esclarecer que o café curto faz menos mal que o café cheio. Porquê? Basta pensar que o café cheio contém o curto mais o excedente para preencher a chávena. Isto para além de que, quanto mais água fazemos passar pelo café pior as substancias que dele são extraídas. Portanto, o cafezinho curto ainda assim é o menos mau.
Outro dado importante para quem compra sacos de café para a sua máquina é a Mescla. A Mescla é a mistura de café de torra natural (feita a lenha) e de café torrefacto (torrado com açucares). Quanto maior for a percentagem de torra natural melhor. Se encontrares sem Mescla, 100% torra natural aproveita, esse é melhor. No fundo é como os Whisky Blend ou os Vinhos de Mesa que ao contrário dos puros ou Vinhos de Quinta, são uma mistura de vários lotes, uns maus outros menos maus.

Por último, deixo uma piquena sugestão: Um bom café expresso e uma bola de gelado de baunilha ou natas à parte. Um golo de café, uma colher de gelado e assim por diante.
O contraste do quente/frio e o amor que o café tem pelas natas é FANTÁSTICO, como diria o meu amigo Mário.

Beijinho

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Agrião doce à Lagartinho


Esta especialidade pode despertar curiosidades aos mais cépticos.
O que é certo é que o agrião é um legume muito versátil…
Ou numa saladinha fria com alho e cebola, ou numa bela sopinha,
e porque não num bolo?!
O meu querido vizinho Rui Lagartinho, não só é óptimo vizinho,
um grande jornalista, mas também um homem dotado de poderes
sobrenaturais na cozinha, um verdadeiro eclético do avental
e da colher de pau. Foi num jantar no belo do terraço,
que o meu vizinho e amigo, nos presenteou com o famoso
bolo de agrião, de paladar requintado e nada difícil de fazer.

Então aqui vai a receita do dito_
1.5 Dl de óleo e 4 gemas (misturar), juntar ½ molho de agriões
e misturar com a varinha mágica. Adicionar 2 chávenas de açúcar
e 2 de farinha com uma pitada de fermento.
Envolver com 4 claras em castelo e levar ao forno pelo menos
25 minutos (espetar palito!!), no final polvilhar com açúcar.

Vejam o belo aspecto e deliciem-se!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Vinhos sem censura

É só para complementar o post em baixo.

Vinhos com censura.


Esta receita é para a estupidez.
Depois daquele inesquecível anúncio com mais de 10 anos ao shampoo “Fá” em que a menina saía do mar tal como veio ao mundo mas com mais frio, das fantásticas da TV Cabo ou do Phone-ix, ou mesmo até dos implantes da Manuela Moura Guedes, pensei que já tudo fosse possível.
Mas não! Ainda há censura e da boa.
Este anúncio da G Design, um gabinete de design especializado em rótulos para vinhos, foi impedido de ser publicado numa Revista do sector vinícola, segundo o argumento de que o público-alvo da revista são homens, muitos deles com alguma idade e poderia ferir susceptibilidades. Realmente estes criativos são mesmo burros! Fazer um anúncio com uma mulher atraente para uma revista lida por homens maioritariamente. Onde é que já se viu?
O que é certo é que os leitores foram privados de um miminho e a única coisa elegante e intensa, bem estruturada e com boa cor que vão poder ver são as notas de prova desta revista.
Por outro lado, o lado de trás, existe a possibilidade de esta ser uma revista de vinhos abertos para gays.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Rosé, um vinho filha da puta.


É Verão! É tempo de barrigadas de cerveja com caracóis, de barriganas de cerveja a transbordar pelo elástico dos calções, de unhas grandes em chinelos de enviar no dedo, esse dedo que só vê o sol na praia ou quando se lava o carro. É o tempo delas, as rainhas do nosso verão, sardinhas na brasa claro. E com elas um tipo de vinho que a mim me toca muito, especialmente quando tem 13º vol. ou mais. Falo do Vinho Rose.
O vinho rose quanto a mim é o “Vinho do Verão”. Não é pesado como um tinto nem difícil de acertar como nos brancos. No entanto tem características esbatidas de um tinto e a fruta e frescura de um branco. Bebe-se fresco e como é um híbrido, vai com carne e peixe. No fundo um vinho de alterne portanto cuidado, não lhe chamem Vinho da Casa.
Não quero deixar aqui nenhuma sugestão de marcas, ou pensando melhor, talvez uma pequena dica: MATEUS ROSÉ NÃO.

Já agora, para aproveitar o resto da folha, deixo-vos uma “Cauda de Galo” feita com vinho rose. Sangria de Rose.

Num jarro com muito gelo, coloca 1 parte de rose e outra igual de sumo de laranja gaseificado. Acrescenta frutas a gosto em pedaços (o pêssego dá-lhe um toque excelente na minha opinião), um pau de canela, folhas de hortelã, mexe com uma colher de pau e pronto.
Posso afirmar que já fiz muitos e muitos litros de sangria nos meus tempos de barman e cada vez simplifico mais as coisas. Existe muito aquele estigma de que é preciso isto e aquilo, que tem de ser daquela maneira mas não, isso não é verdade. Se o vinho for mau, aí sim, é preciso disfarçar o seu sabor. Quando o vinho é bom, é só desdobrá-lo com sumo e dar-lhe aromas a frutas e hortelã. Mai nada!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

As "Gran Pavesi Olive"


Qual nome pomposo, derivado da culinária italiana!
Procurei, pesquisei e infelizmente Pavesi não se remete
a ninguém famoso; mas sim uma marca comercializada
pela Dan Cake que inventou esta combinação
entre a bolacha fina salgada e azeitonas verdes e pretas.
Fui encontrá-las, num canto de uma prateleira,
no Pingo Doce, só mesmo para olhares atentos.
Aproveito para salutar a agência responsável
da nova imagem da marca Pingo Doce,
cujo lema é "Sabe bem, Pagar tão Pouco",
se bem que saberia melhor pagar ainda menos!
Voltando às ditas, são boas que se fartam
e ligeiramente viciantes... crocantes, leves
e com o tal travo a azeitona, cada embalagem
contém 8 pacotes individuas de 31g.
Sozinhas ou bem acompanhadas fazem a delicia
de qualquer buffet! Para comer tal como é suposto,
onde gostamos e quando queremos. "Dove voui, quando vuoi"

* Um pormenor importante, enquanto escrevo oiço
"American IV: The Man Comes Around", lançado em 2002
onde Johnny Cash assina uma interpretação única,
uma das mais inesquecíveis de sempre.

Boas degustações!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Vermelho, vermelhinho, vermelhão


Trata-se de uma sobremesa e não de um jogo de Futebol ou pessoa avantajada aos berros! Simples, rápida, mas fatalmente saborosa... Depois de um jantar leve, nada como uns morangos regados com sumo de limão, e acompanhados por uns belos quadrados de chocolate negro. (74% de cacau, pelo menos). E, tudo isto caros amigos... é muito importante para o nosso paladar e até para a nossa saúde, o chocolate negro é altamente benéfico para pessoas do grupo sanguíneo A-.

Foi nas Amoreiras, na Cacao Sampaka, que encontrei o chocolate ideal para este mimo, o chocolate de S. Tomé . A filosofia da loja Cacao Sampaka é simples, controlar todo o processo, desde a selecção dos grãos de cacau até ao consumidor. Tem mais de 64 variedades de bombons, tabletes, tentações, compotas, cremes de barrar, gelados, produtos sazonais e acessórios complementares como livros, utensílios ou vinhos.
Delicioso e no mínimo tentador.

Bom apetite

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O dilema do mexilhão


“Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.” Mas quem o manda viver nas rochas? Que dizer de um bicho cujos principais predadores são a estrela-do-mar e o homem – um animal sem cérebro e outro que tem dificuldade em usá-lo?
O mexilhão é um molusco bivalve que vive no dilema das rochas: umas vezes tem água para filtrar e alimentar-se, outras nem por isso. Tal como o meu dilema em comprá-lo para o cozinhar. É que um quilo de mexilhões custa apenas cerca de dois euros. Em termos absolutos é o molusco mais barato do mercado. E se lhe chamarem marisco, é o “marisco” mais barato do mercado a seguir aos tremoços. Mas por outro lado, são conchas muito grandes para bichos muitas vezes muito pequenos. É verdade que são deliciosos e sabem a mar. Mas por outro lado, dão um trabalhão enorme a preparar.
Quando faço compras e sei que tenho tempo para os lavar compro um quilo para fazer de entrada ou de petisco. A lavagem é morosa e aconselha-se uma escova forte, uma faca e água corrente (não é aconselhável ficarem mergulhados em água porque perdem sabor). O mexilhão não é muito inteligente, mas é um “coração grande” pronto a deixar que outros bichos habitem nas suas conchas. É preciso limpar e lavar um a um, tirando a maioria dos bichos mais a lama, os limos e as suas famosas barbas que gosta de manter de molho. Não aconselho a arrancá-las por esticão, porque alguns deles estão demasiado “apegados” a elas (eu compreendo perfeitamente apesar de ter pouca) e podem muito bem sair disparados atrás delas partindo a casca. Ou as tiro com jeitinho ou opto por cortá-las com uma tesoura.
Depois de lavados, o caso muda de figura. São uma excelente ajuda para um jantar mais cuidado e um brilharete como entrada.
Gosto deles numa generosa cebolada com molho de tomate. Antes de começar a preparar o resto do jantar ponho a panela ao lume. Começo pelo refogado: azeite, cebola, alho e sal. Junto pimentos vermelhos e quando estiver tudo murcho, junto polpa de tomate, vinho branco e picante. Mais tarde acrescento as ervas que tiver, de preferência, frescas.
Enquanto a molhanga apura vou fazer o resto do jantar. De vez em quando dou uma olhadela, mexo com cobiça e continuo a fazer o jantar. Cinco minutos antes de servir, passo os mexilhões pela panela – o objectivo é só que abram e antes que dêem o último grito, tiro tudo e sirvo numa travessa.
O último dilema: dedicamo-nos a comer os bichos ou a molhar o pão? Seja como for, se sobrar molho pode guardar-se para comer frio com pão ou com tiras de milho. Dá trabalho, mas compensa. E quem se lixa é sempre o mexilhão.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Perna de perúa winehouse


Jantei tarde. Fui ao congelador e encontrei uma boa perna de perúa. Meti-a no microondas a descongelar e na televisão meti o concerto do Rock in Rio da Amy Winehouse. Confesso que eu próprio só ia ao RiR se estivesse bêbado e sem voz de tanto gritar no, no, no.
Para um recipiente cortei um caldo de galinha, três dentes de alho picados, uma folha de louro, pimentão doce, sal, pimenta, ervas de provence e três pés de poejo. Reguei com sumo de limão e esmaguei tudo.
Apesar de até gostar dela, retralhei as pernas todas à perúa. Talvez arrependido, untei-lhe todos os golpes com o cocktail que tinha preparado. Polvilhei com mais ervas de provence, coloquei-lhe gentilmente a perna num papelote e levei ao forno. Pús-me a ver o concerto e a rir. O concerto acabou e, ainda a rir, fui ao forno abrir o papelote. A perna da perúa já estava pálida e por isso ofereci-lhe algum ananáz cortado em pedaços grandes e rebentos de bambú. Deixei tudo no forno.
De vez em quando ia ver como estava a coisa e regava-a com as próprias lágrimas.
Finalmente tirei do forno, com cuidado para não cair, mas sem evitar este resultado estranho.
Depois servi-me. Com vinho da casa, claro.
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