sábado, 30 de janeiro de 2010

Canja de galinha


A canja é como a água. É subestimada mas não passamos sem ela. Que o digam as crianças, os velhos/idosos, os doentes/enfermes. Eu, depois de uma grande bebedeira de sábado, fico com os miúdos na canja de domingo ao almoço em casa da minha mãe.
Ora lá vai.
A canja de galinha é apenas uma base, um caldo. Não há creme, não há textura, não há nada de especial. Há sim, uma riqueza de sabores e aromas leves que se complexam em conjunto durante um bom período do tempo. Portanto, quanto mais ingredientes tiver o caldo, melhor será o resultado.
Água, sal, cebola, alho, cenoura, alho francês, um tomate maduro, um chouriço, a galinha com os miúdos e hortelã a meio da cozedura. Após cozer bem o chouriço e a ave, retira, desossa, desfia e volta a juntar. Depois, acrescenta ao caldo, um cubo knorr galinha, massa e deixa ferver até entalar a massa. Retira e serve com hortelã no prato.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ovas fritas com migas a modos c'alentejanas


Tenho que dar um golpe na matança. Já não posto nada há algum tempo e hoje apetece-me partilhar convosco aquilo que foi o meu jantar de improviso. É tudo menos porco.
Tinha uma ova grande de bacalhau e muito pão de sobras (sobras não são cereais mas sim sinais de crise).
Para as migas, fritei em azeite uma ciboila picada, 2 dentes de alho e uns cubinhos de bacon fumado. Entretanto acrescentei um copo de água, um cubo Knorr galinha (uso estes em tudo), sal e pimenta, deixei ferver 5 minutos e reservei.
A tortura do pão à moda dos cartéis alentejanos:
Parti o pão em pedaços com as próprias mãos, mergulhei-o em água e apertei-lhe o pescoço até lhe espremer a verdade.
Depois, adicionei o pão ao caldo de modo a formar uma pasta consistente, juntei um ovo, coentros picados e mexi bastante.
Numa frigideira untada de azeite, fritei estas migas e fui enrolando, enrolando, até formar uma espécie de salame.
A ova, foi frita num pouco de azeite com sal, pimenta e alho, ao que juntei um pouco de vinagre tinto para o fim e deixei evaporar.
Em lugar das ovas, podes acompanhar estas migas com peixe frito ou carne na frigideira (um link para o porco).
Tempo de confecção: 5 latas de cerveja
Dificuldade: Fumar e beber ao mesmo tempo que se cozinha.
Orçamento: válido por 30 dias

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Molejas da matança

Matéria-prima: Molejas, alho, louro, colorau, vinho tinto, cominhos, azeite, sal, piri-piri.
Ferramentas: Frigideira.
Execução: Faz-se um refogado com azeite, alho e o louro e junta-se as Molejas quando o azeite já fizer ruído. Assim que as Molejas começarem a libertar sucos acrescenta-se sal, piri-piri e colorau. Levantar fervura para juntar vinho tinto. Deixar algum tempo ao lume até que que os líquidos da frigideira ganhem consistência e harmonia.
Estrutura: Batata cozida.
Complementos: Tinto Novo.
Mão-de-obra: Grau de dificuldade baixo
Higiene e segurança: Esta iguaria deverá estar ligeiramente picante e deve ser servida directamente da frigideira.
Deve haver pão bom sempre à mão para que se possa usar para lavar os sucos da frigideira.
O pão deve fazer amor com a redução que resulta da confecção e da harmonia entre os temperos e o liquido natural das Molejas.
Normas: As Molejas devem ser extraídas do porco assim que este estiver pendurado. Caso isso não aconteça desaconselha-se o seu consumo.
Não devem perder tempo e deixar que os sucos das Molejas se libertem. Esses sucos e a textura única das Molejas é que marcam a diferença.

Nota: As Molejas podem ser extraidas em todas as matanças de porco e são uma porção de carne, de textura única e pequenas partículas, que se encontra entre o osso do peito e a façoila, que começa na parte inferior da queixada.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Morcelas de arroz


As tripas:
Cruas, lavadas e esfregadas com sal grosso, limão, laranja e cebola.

O arroz:
Tem que ser Carolino e demolhado durante ¾ hora.

A sanguínea:
Sal
Pimenta
Colorau
Piri-piri
Cominhos
Cebola, alho e salsa picados
Vinho tinto (do BOM)
Sangue do porco

Modo:
Mistura-se a sanguínea num alguidar, acrescenta-se o arroz e enchem-se as tripas com a molhanga, coando com os dedos.
Atam-se as pontas e pronto.
Cozem-se as morcelas com uma cebola e uma ramo de salsa.

O resultado é este (ou foi este).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tradicional matança de porco.


Já todos tínhamos visto um porco a andar de bicicleta mas este faz trapézio.
Para fazer jus à foto de cabeçalho neste bonito blog, iremos dissecar este porco novamente, agora em diversos pratos e iguarias, tudo feito como não é permitido.
O bicho, esse, foi criado da forma mais conventual possível aqui pelo JMS e Filhos, Lda. Este porco não é verde mas é/foi amigo do ambiente. Reciclou quase tudo o era orgânico. Não sabemos o seu peso de nascença porque foi adoptado mas faleceu com aprox. 150Kg. Não foram ciganos mas morreu à facada. Ainda dizem que sair à noite é perigoso. Este saiu pela manhã e zumba.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Folhado de Atum


Leva a saltear em azeite uma cebola e 1 tomate picados, umas rodelas de alho francês, uns cubos de curgete e alguns espinafres.
Retira o preparado e acrescenta atum de lata sem o óleo juntamente com lascas de queijo a gosto. Mistura e espalha ao centro de uma prancha de massa folhada. Enrola a massa para fechar, faz uns cortes ligeiros na massa com uma faca e pincela com ovo.
Leva ao forno. Serve em fatias com uma boa salada para entrada.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Costeleta Espetada





20 Minutos a ouvir blues e a pensar sobre o jantar e o resultado é este:
4 Costeletas grelhas, ensandwichadas posteriormente com queijo fatiado, pimento vermelho assado (vende-se em frascos) e presunto. Espeta uns pauzinhos e corta de modo a formar umas pequenas espetadas.
Acompanhamento:
Peguei no resto do creme de abóbora em baixo, acrescentei água, arroz e afinei o sal.
Molho:
Maionese de pimenta verde com um pouco de ketchup e salsa picada.
Empratamento:
Com as costas de uma colher faz uma pincelada de molho no prato. Liberta a salsa. Sobrepõe uma espetadinha de carne. Bota uma colher de arroz à margem.

Creme de Abóbora com Lombarda

Fiz esta sopa com uma abóbora que colhi da minha piquena e média horta.
Aproveito para agradecer aqui ao colega JMS a semente germinada que me deu.
Gosto de abóbora, especialmente pela cor que confere aos pratos. Doce, sonhos ou puré, a abóbora eleva o prato a cenários exóticos (daí a escolha do individual na foto).
Costumo fazer sopas com abóbora mas em versões de campo, com carnes, massa, grão, enfim, comida que puxa carroça. Aqui fiz uma coisa mais leve.

Água, sal, ½ Kg de abóbora em pedaços, 1 cenoura, 2 batatas médias, ½ alho francês, 1 cebola picada, 1 dente de alho, 1 pedaço de bacon fumado 4cm. Deixa cozer os legumes tritura com a varinha mágica. Acrescenta couve lombarda em juliana e rectifica o sal.
Deixa cozer a couve e pronto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Filetes de pescada


Filetes de pescada, quem é que não gosta? Eu não!
É um peixe incipiente. Mas trabalhado vai lá.
Os filetes são como as delícias do mar. Não prestam pra nada mas acabamos por comprá-las na mesma. Depois temos que as utilizar mais cedo ou mais tarde.

Este prato é inspirado nos cogumelos selvagens que em breve estarão em promoção num pinhal perto de si e que se comem da mesma forma.
Grelhamos os filetes com sal e temperamos no prato com alho, azeite e vinagre mais uns coentros picados.
Simples e bom, garanto.
Acompanha com uma salada ao teu gosto e pão a molhar no azeite.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dá-lhe água


Estamos a mergulhar no verão e portanto a sede aperta. Nesta época a água faz mais falta a nós que ao planeta. Talvez o Al Gore não concorde.
Mas com a água podemos enganar a sede de muitas e criativas formas.
Um café com gelo, água e limão faz um refresco que humilha qualquer ice tea.
Uma água tónica com limão apenas ou com Gin, é óptima para nos manter-mos por mais tempo enganados. No entanto é uma bebida de gente sóbria.
A água na sopa, essa, é mesmo indispensável excepto em trás-os-montes, pelo menos até aos 8 anos de idade. Por falar nisso, saibam que há vinhos que levam água. E não são vinhos light! É só aldrabado à “Portuga”.

QUEM MANDA AQUI É A ÁGUA E MAIS NADA!

Agora, uma piquena sugestão.
Os Cocktails Fizz são um grupo de bebidas gaseificadas, normalmente concebidas com água às bolinhas. São mais leves e refrescantes. Exemplo disso é o famoso Mojito de Cuba.
Ora, era aqui que eu queria chegar. Tal como outras bebidas esplêndidas como a caiprinha ou o daiquiri, todas com limão, açúcar, gelo e aguardente, esta leva água com stress. Para além disso, leva hortelã que é bom para o cagar.

Portanto:
Um copo alto com gelo, água gaseificada, lima em pedaços, açúcar e hortelã chegam para um óptimo long drink. Com rum ou aguardente bagaceira, é só escolher o destino de férias.
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