O trigueirinho é um cantinho onde se come como em casa da mãe! Se é que me faço entender. É daqueles sitios que trazem a comidinha quente, mimam o freguês e quando nos tentamos levantar é o diabo!
Este antro de enfardanço, como os meus "sócios" lhe chamam, pertence as duas manas, a D. Laurinda e a D. Cecilia. Que para além de boas cozinheiras fazem as honras da casa ao regalo do cliente.
A especialidade é o cozido à portuguesa e é só à terça-feira. O vinho da casa não lhe fica atrás, Encostas do Côa, baratinho e cai no bucho que é limpinho. Para sobremesa, uma bela mousse de caramelo. Tudo caseirinho, feito pelas simpáticas manas, directamente ao freguês.
O menos agradável, no meio disto tudo, - mas que no fim a malta já nem pensa nisso - é a escadaria que temos de subir desde o Martim Moniz ao Largo do trigueirinho.
Apareçam lá e mandem cumprimentos da malta dos pipis.
sábado, 15 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Restos à La Casa

A ideia dos "restos" não é original, já a nossa querida
Filipa Vai-com-os-Deuses o fazia. A questão é, farão o restos mal à saúde? A resposta é não, e muito menos à carteira. Imaginem que fazem uma sopinha de caldo verde, mas as embalagens são tão grandes que sobra sempre um bocadinho
da bendita couve galega! Façam um refugado com alho e azeite e fica um pitéu. Em segundo lugar, as batatas cozidas, com casca ou sem casca, se sobrarem... Oh meus amigos, cortem aos pedaços e façam uma fritura rápida de azeite, alho e pimenta. Simples, não? E barato!
Com estes restos grelhei uma posta de Salmão, nhami nhami!
Mas o segredo de um bom assado é sempre o vinho, sabem porquê? Porque durante o tempo que o "bicho" está na grelha, deve ser regado com vinho branco ou verde. E por falar em vinho, tenho aqui uma bela pomada alentejana, tinto e com uma cor majestral, VINHA DE CÔRO de 2003, Proviniente da Cooperativa Agrícola de Granja em Mourão.
Isto hoje é só dicas, e das boas.
Aventurem-se meus caros, aventurem-se.
Para ouvir durante o jantar de "restos" sugiro um álbum magnífico do Rodrigo Leão, Portugal, Um retrato social. Um bom som, embora ele seja um grandessíssimo antipático.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Festival da Empada de Arraiolos
A Empada de Arraiolos, ou como se diz na Galiza, a Empanada de Arraiolos, vai estar em destaque no «1º Festival», organizado pela Câmara Municipal de Arraiolos. «Recolher elementos da história» desta iguaria e «preservar os saberes e tradições» são os principais objectivos desta iniciativa que começa no dia 25 de Outubro. A lenda, como sempre, não é precisa mas diz-se que era a D. Maria Joana do Café, em Arraiolos, que tinha sempre a porta aberta para vender empadas. Mesmo depois da sua morte o letreiro «Fabrico Especial de Empadas» continuou a poder ser visto na praça.
O «1º Festival de Empada de Arraiolos», está inserido na 9ª Mostra Gastronómica e apresenta duas vertentes: a «Mostra de Empadas» e o «Concurso de Empada de Arraiolos».
A primeira tem lugar no «Arraiolos Multiusos» e conta com várias bancas de apresentação e venda deste produto regional. Os estabelecimentos presentes estao devidamente licenciados para comercializar a Empada de Arraiolos.
O «Concurso da Empada» vai ter lugar no dia 25 de Outubro e procura «reanimar a tradição dos saberes e da vertente cultural da gastronomia». A concurso podem apresentar-se receitas existentes, caseiras e originais.
O «1º Festival de Empada de Arraiolos», está inserido na 9ª Mostra Gastronómica e apresenta duas vertentes: a «Mostra de Empadas» e o «Concurso de Empada de Arraiolos».
A primeira tem lugar no «Arraiolos Multiusos» e conta com várias bancas de apresentação e venda deste produto regional. Os estabelecimentos presentes estao devidamente licenciados para comercializar a Empada de Arraiolos.
O «Concurso da Empada» vai ter lugar no dia 25 de Outubro e procura «reanimar a tradição dos saberes e da vertente cultural da gastronomia». A concurso podem apresentar-se receitas existentes, caseiras e originais.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Caril de Camarão à Francesa

Para os que não sabem o caril é uma mistura variada de especiarias moídas, nomeadamente gengibre, cárdamo, cominhos, pimenta, coentros, cravinho, canela, flor de noz-moscada, paprica, erva-príncipe, entre outras. Embora um produto proviniente da India, foram os ingleses que o inventaram.
A parte francesa da questão é o alho francês, que de França não tem nada. - "Tomara eles!" - Cultivado pelos egípcios e Hebreus, este vegetal da família da cebola, traz benefícios para a saúde, ajuda na prisão de ventre, na sinusite e na bronquite. Brevemente vou sugerir outra receita de uma entrada com alho francês muito fácil e rápida de fazer.
Passando à receita propriamente dita, quero divulgar o tipo de produtos e onde se podem encontrar, este, a meu ver, é um factor relevante.
O camarão foi comprado no Pingo Doce, já cozido e pronto a levar, custa apenas 9 euros o quilo e sinceramente é do melhor que já comi!
Uma embalagem Rajah - Barra de Coco - que é literalmente um "tijolo" de coco, que se raspa, a quantidade pretendida e é só dissolver na água. De grande duração, faz com que o possamos usar sem a preocupação do prazo depois de aberto. Experimentei também Patak's Original - é uma pasta de caril (suave ou hot), um produto que já é comercializado em Portugal e muito prático e saboroso.
O resto é fácil, faz-se um refugado de azeite e alho francês (cortado muito fininho), mistura-se o camarão, préviamente cozido e descascado, a água com o coco e em seguida a pasta de caril, deixar em lume brando uns 10 minutos. Para acompanhar sugiro arroz Basmati e um vinho tinto, Casa da Alorna de 2000, um vinho premiado com a meldalha de ouro no concurso
"Os melhores vinhos engarrafados do Ribatejo".
Mais uma dica, oiçam música enquanto cozinham, o ritmo
da música transporta-se para os nossos movimentos...
Desta vez, o álbum escolhido foi A DAY IN NEW YORK,
de Morelenbaum e Sakamoto.
Apreciem!
domingo, 28 de setembro de 2008
Espiral de prazer com salmão
Compra-se, pesca-se ou rouba-se um lombo de salmão fresco, ainda com pele e reserva-se no frigorífico, depois de salpicado com sumo de limão. Ferve-se a água que vai receber as espirais e junta-se sal a gosto. Enquanto isso, coloca-se uma frigideira no fogão que fica aquecer para depois receber o lombo de salmão que vai tostar levemente do lado que tem pele.Como o salmão é o obeso dos peixes, a frigideira não leva nenhuma gordura, mas pode ser privilegiada com alguns cristais de sal que irão ajudar no processo de tostagem.
Numa outra frigideira pequena coloquem um "fiozinho" de azeite, alho picado, delícias do mar cortadas “grosso modo” e gambas sem casca. Deixem cozinhar, adicionem sal, orégãos, coentros frescos picados, grãos de pimenta e natas. Misturem tudo e juntem as espirais previamente cozidas.
Depois de tostarem o salmão, apenas do lado que tem a pele, retirem-no da frigideira e transfiram-no para o prato, com as espirais de delícias do mar e gambas. Guardem algum do molho resultante da miscelânea de espirais e despejem-no sobre o salmão.
Podem acompanhar com batata nova assada no forno, courguette grelhada ou cenouras bebé no forno. Um, ou vários, verde branco bem gelado também não vão nada mal!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
POLVO AVINHADO

Cozinhei este polvo do mesmo modo que o faço com coelho ou lebre. Tudo junto e muito tempo de cozedura para apurar bem o molho.
Num tacho grande, coloquei 2 cebolas médias picadas, 3 dentes de alho picados,
Azeite até cobrir o fundo do tacho, 1 folha de louro, uma colher de sopa de colorau, meio frasco de molho inglês (frasco dos pequenos), um pouco de molho de soja, noz-moscada, cravinho, pimenta e sal (fica à sensibilidade de cada um). Adicionei o polvo e meia garrafa de vinho tinto encorpado (nada desses vinhos de mesa em pacote que não têm cor nem grau nem aroma). Acrescentei ainda 2 cubos de caldo de carne e um raminho de salsa atado para mais tarde retirar. Deixei cozer até o molho e engrossar e polvo estar tenro.
À parte, cozi batatas pequenas inteiras e couve com sal, uma cebola inteira e um chouriço para dar aos legumes um sabor que ligue com o molho. Um pouco como nas couves do cozido à português que ficam bem mais saborosas se cozidas na água das carnes.
Para servir, em cada prato, uma cama de couve com 2 tentáculos em cima e batata ao lado. Reguei com o molho e terminei com um pouco de salsa picada.
Aqui a bebida deve mesmo ser a outra metade da garrafa e mais que houver.
Num tacho grande, coloquei 2 cebolas médias picadas, 3 dentes de alho picados,
Azeite até cobrir o fundo do tacho, 1 folha de louro, uma colher de sopa de colorau, meio frasco de molho inglês (frasco dos pequenos), um pouco de molho de soja, noz-moscada, cravinho, pimenta e sal (fica à sensibilidade de cada um). Adicionei o polvo e meia garrafa de vinho tinto encorpado (nada desses vinhos de mesa em pacote que não têm cor nem grau nem aroma). Acrescentei ainda 2 cubos de caldo de carne e um raminho de salsa atado para mais tarde retirar. Deixei cozer até o molho e engrossar e polvo estar tenro.
À parte, cozi batatas pequenas inteiras e couve com sal, uma cebola inteira e um chouriço para dar aos legumes um sabor que ligue com o molho. Um pouco como nas couves do cozido à português que ficam bem mais saborosas se cozidas na água das carnes.
Para servir, em cada prato, uma cama de couve com 2 tentáculos em cima e batata ao lado. Reguei com o molho e terminei com um pouco de salsa picada.
Aqui a bebida deve mesmo ser a outra metade da garrafa e mais que houver.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Figos pá! Figos!

É tempo de figos e nesta altura lembro-me sempre da minha infância quando comia figos secos que a minha avó secava em grandes tabuleiros de madeira e os comíamos com amêndoa ou nozes. Acabei de fazer uma experiência com figos! É pena não ter registado o momento com uma foto mas vou tentar ilustrar o melhor possível.
Gostam de tâmaras com bacon? É parecido. Abri uns quantos figos a partir do rabo (cuidado com a censura), deixando as metades fixas pela ponta. O resultado é mais ou menos uns óculos de natação. Com o miolo virado para cima, coloquei uma talisca de bacon em cada metade e um pouco de parmesão em lascas (atenção que eu adoro a comida italiana e em particular da utilização do queijo como acabamento para muitos pratos). Levei ao forno com o grill e isto é importante porque o que se pretende é gratinar a parte superior e não assar o figo.
Posso assegurar que é uma óptima entrada e que tem o aspecto melhor do que eu.
Empratei esta iguaria da seguinte forma: prato branco enorme, com todos os figos abertos dispostos ao meio paralelamente, formando mais ou menos isto :::::::
A textura do interior do figo com o apontamento tostado do queijo e bacon é sem dúvida um regalo para a vista, perdoem-me a falta de humildade.
O contraste entre o doce e o salgado é perfeito.
Posso dizer que, ou é afrodisíaco ou então eu sou afinal mais bonito que este prato, isto porque, após partilhá-lo com a minha Maria, ainda hoje consigo chegar a casa depois das 4h da manhã, puxar o autoclismo com a porta aberta, acender a luz do quarto e ainda recebo o sorriso mais belo do meu mundo, o do amor da minha vida.
O que mais gostei neste prato foi sem dúvida o prazer que o meu amor e cobaia destas experiências manifestou.
O melhor de cozinhar é ter com quem o partilhar.
Gostam de tâmaras com bacon? É parecido. Abri uns quantos figos a partir do rabo (cuidado com a censura), deixando as metades fixas pela ponta. O resultado é mais ou menos uns óculos de natação. Com o miolo virado para cima, coloquei uma talisca de bacon em cada metade e um pouco de parmesão em lascas (atenção que eu adoro a comida italiana e em particular da utilização do queijo como acabamento para muitos pratos). Levei ao forno com o grill e isto é importante porque o que se pretende é gratinar a parte superior e não assar o figo.
Posso assegurar que é uma óptima entrada e que tem o aspecto melhor do que eu.
Empratei esta iguaria da seguinte forma: prato branco enorme, com todos os figos abertos dispostos ao meio paralelamente, formando mais ou menos isto :::::::
A textura do interior do figo com o apontamento tostado do queijo e bacon é sem dúvida um regalo para a vista, perdoem-me a falta de humildade.
O contraste entre o doce e o salgado é perfeito.
Posso dizer que, ou é afrodisíaco ou então eu sou afinal mais bonito que este prato, isto porque, após partilhá-lo com a minha Maria, ainda hoje consigo chegar a casa depois das 4h da manhã, puxar o autoclismo com a porta aberta, acender a luz do quarto e ainda recebo o sorriso mais belo do meu mundo, o do amor da minha vida.
O que mais gostei neste prato foi sem dúvida o prazer que o meu amor e cobaia destas experiências manifestou.
O melhor de cozinhar é ter com quem o partilhar.
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