quarta-feira, 5 de maio de 2010

Espetadas de Almôndegas de caril

Matéria-Prima: Cebola, pimento verde, cenoura, courguette, negrito, salsicha calabresa, cogumelos frescos, carne de porco, caril, picante, sal, pimenta preta, oregãos.
Ferramentas: Picadora, grelhador, espetos de madeira e mãozinhas.
Execução: Mete-se a carne de porco e a cenoura na picadora e espera-se que a maquineta faça o seu trabalho. Picada a carne e a cenoura junta-se o sal, a pimenta, o picante e o caril. De seguida usa-se as mãos para fazer as almôndegas no formato que se pretende ou se consegue.
Cortam-se os legumes e o negrito em pedaços generosos e inicia-se o processo de elaboração das espetadas. A ordem pela qual devem ficar os alimentos fica ao critério de cada um. Polvilha-se tudo com sal fino e apresentam-se as espetadas ao amigo grelhador.
Estrutura: Pão de cereais torrado com manteiga de alho ou queijo fundido gratinado.
Complemento: Cerveja, branco leve.
Mão-de-obra: Baixa.
Prazo de execução: Trinta minutos.
Orçamento: Baixo.
Higiene e segurança: Não deixar as espetadas muito tempo no grelhador para não secar os alimentos. Colocar mais picante quando grelha o manjar é um excelente ideia para quem aprecia mas, pelo seguro, é melhor que cada um acrescente potencia já no prato.
Normas: Acompanhar com laranja, uma salada mista com oregãos, coentros e pinhões torrados e/ou feijão preto com bacon e pimentos vermelho. Se apetecer, fazer uma farofa de mandioca com banana para fazer companhia ao feijão.

Cogumelos com vinagre balsâmico e queijo fresco

Matéria-prima: Cogumelos frescos, alho, azeite, vinagre balsâmico, sal fino, pimenta branca, queijo fresco, oregãos.
Ferramentas: Mãos, tijela e muito juizinho
Execução: Cortam-se os cogumelos em fatias ao alto, colocam-se na tijela, junta-se alho picado, sal, azeite e vinagre balsâmico. Corta-se o queijo fresco em fatias ao alto e polvilha-se som sal, pimenta e oregãos.
Estrutura: Pão caseiro da região compreendida entre Coruche e Pombal.
Complemento: Branco, tinto, verde, rosé, cerveja.
Mão-de-obra: Quase inexistente.
Prazo de execução: Dez minutos.
Orçamento: Muito baixo
Higiene e segurança: Deixem os cogumelos sugar o vinagre balsâmico, o azeite, o alho e o sal durante pelo menos uma hora no frigorífico.
Se alguém não acreditar que os cogumelos estão crus é natural.
Normas: Não poupem no azeite e no vinagre para que ao servir possam despejar o suco por cima dos cogumelos e do queijo fresco.

sábado, 1 de maio de 2010

Taglietelle de Açafrão

Matéria-prima: Tagliatelle, bacon, cogumelos frescos, natas, sal, pimenta cayena, malagueta, alho, cebola, louro, coentros, azeite, açafrão.
Ferramentas: Panela, Wok.
Execução: Enquanto a massa coze na panela sem abusar, hidrata-se o wok com azeite, junta-se o alho, a cebola, a malagueta esborrachada, uma folha de louro, o bacon cortado às tirinhas. Assim que o azeite começar a estrebuchar leva com os cogumelos em cima para acalmar. Quando tudo estiver sereno e em harmonia juntar o sal e pimenta cayena a gosto. De seguida, e imediatamente antes de juntar um pacote de natas, faz-se uma maquilhagem à molhanga com uma base de açafrão bem reforçada. Retira-se a massa da panela, coloca-se no prato e despeja-se o preparado do wok por cima, em posição de missionário. Para terminar salpica-se a orgia com uns coentros cortados grosso-modo.
Estrutura: Pão esfregado com alho e com queijo de cabra gratinado
Complementos: Herdade do Grous tinto
Mão-de-obra: Fácil demais
Prazo de execução: Quinze minutos
Orçamento: Baixo
Higiene e segurança: Ter algumas garrafas de Herdade de Grous para as emergências. Podem substituir os coentros por majericão.
Normas: Comer assim que ficar pronto

quinta-feira, 25 de março de 2010

Jantar em Turim



O vinho era uma delicia, tinto de 2008 da região italiana de piemonte! Uma sopa de espinafres com pouca batata e um pouco de natas, mesmo pouco... e a bela salada de pepino com iogurte. Depois da visita a La Verania Reale (a Reggia ei suoi Giardini, scopri il centro storico e il Parco La Mandria), esta pequena bucha para o fim de um dia em cheio...
O Luca fez o creme de espinafres à moda italiana, eu fiz a salada e a Carla, enfim, acho que cortou o pepino!
Esta salada é muito saborosa para acompanhar carne grelhada, basta um pepino cortado em pedaços pequenos, 1 ou 2 iogurtes naturais sem açucar, um pouco de pimenta e uma bela colher de mel. Mexer tudo muito bem e colocar no frio durante algum tempo. Especialmente no verão, é uma boa escolha! Bons apetites.\\

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pasmaceira Domingueira


Os Domingos são daqueles que nem apetece sair do conforto
do lar… tipo: "apetecia-me algo… Ambrósio!"
Mas na indignação de que seria o nosso manjar dos deuses,
ocorreu-me qualquer coisa à tuga… Caldo verde.
A bem dita couve galega ripada e refogada em alho
e azeite (delicioso!)… Para acompanhar um feijão preto
salteado com alho e chouriço de porco preto,
o belo vinho tinto com sabor a carvalho, CONVENTUAL
e a música do nosso António, “O corpo é que paga”.
Que rima com feijões!
Bom fim-de-semana e bons enfardanços.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Canja de galinha


A canja é como a água. É subestimada mas não passamos sem ela. Que o digam as crianças, os velhos/idosos, os doentes/enfermes. Eu, depois de uma grande bebedeira de sábado, fico com os miúdos na canja de domingo ao almoço em casa da minha mãe.
Ora lá vai.
A canja de galinha é apenas uma base, um caldo. Não há creme, não há textura, não há nada de especial. Há sim, uma riqueza de sabores e aromas leves que se complexam em conjunto durante um bom período do tempo. Portanto, quanto mais ingredientes tiver o caldo, melhor será o resultado.
Água, sal, cebola, alho, cenoura, alho francês, um tomate maduro, um chouriço, a galinha com os miúdos e hortelã a meio da cozedura. Após cozer bem o chouriço e a ave, retira, desossa, desfia e volta a juntar. Depois, acrescenta ao caldo, um cubo knorr galinha, massa e deixa ferver até entalar a massa. Retira e serve com hortelã no prato.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ovas fritas com migas a modos c'alentejanas


Tenho que dar um golpe na matança. Já não posto nada há algum tempo e hoje apetece-me partilhar convosco aquilo que foi o meu jantar de improviso. É tudo menos porco.
Tinha uma ova grande de bacalhau e muito pão de sobras (sobras não são cereais mas sim sinais de crise).
Para as migas, fritei em azeite uma ciboila picada, 2 dentes de alho e uns cubinhos de bacon fumado. Entretanto acrescentei um copo de água, um cubo Knorr galinha (uso estes em tudo), sal e pimenta, deixei ferver 5 minutos e reservei.
A tortura do pão à moda dos cartéis alentejanos:
Parti o pão em pedaços com as próprias mãos, mergulhei-o em água e apertei-lhe o pescoço até lhe espremer a verdade.
Depois, adicionei o pão ao caldo de modo a formar uma pasta consistente, juntei um ovo, coentros picados e mexi bastante.
Numa frigideira untada de azeite, fritei estas migas e fui enrolando, enrolando, até formar uma espécie de salame.
A ova, foi frita num pouco de azeite com sal, pimenta e alho, ao que juntei um pouco de vinagre tinto para o fim e deixei evaporar.
Em lugar das ovas, podes acompanhar estas migas com peixe frito ou carne na frigideira (um link para o porco).
Tempo de confecção: 5 latas de cerveja
Dificuldade: Fumar e beber ao mesmo tempo que se cozinha.
Orçamento: válido por 30 dias

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Molejas da matança

Matéria-prima: Molejas, alho, louro, colorau, vinho tinto, cominhos, azeite, sal, piri-piri.
Ferramentas: Frigideira.
Execução: Faz-se um refogado com azeite, alho e o louro e junta-se as Molejas quando o azeite já fizer ruído. Assim que as Molejas começarem a libertar sucos acrescenta-se sal, piri-piri e colorau. Levantar fervura para juntar vinho tinto. Deixar algum tempo ao lume até que que os líquidos da frigideira ganhem consistência e harmonia.
Estrutura: Batata cozida.
Complementos: Tinto Novo.
Mão-de-obra: Grau de dificuldade baixo
Higiene e segurança: Esta iguaria deverá estar ligeiramente picante e deve ser servida directamente da frigideira.
Deve haver pão bom sempre à mão para que se possa usar para lavar os sucos da frigideira.
O pão deve fazer amor com a redução que resulta da confecção e da harmonia entre os temperos e o liquido natural das Molejas.
Normas: As Molejas devem ser extraídas do porco assim que este estiver pendurado. Caso isso não aconteça desaconselha-se o seu consumo.
Não devem perder tempo e deixar que os sucos das Molejas se libertem. Esses sucos e a textura única das Molejas é que marcam a diferença.

Nota: As Molejas podem ser extraidas em todas as matanças de porco e são uma porção de carne, de textura única e pequenas partículas, que se encontra entre o osso do peito e a façoila, que começa na parte inferior da queixada.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Morcelas de arroz


As tripas:
Cruas, lavadas e esfregadas com sal grosso, limão, laranja e cebola.

O arroz:
Tem que ser Carolino e demolhado durante ¾ hora.

A sanguínea:
Sal
Pimenta
Colorau
Piri-piri
Cominhos
Cebola, alho e salsa picados
Vinho tinto (do BOM)
Sangue do porco

Modo:
Mistura-se a sanguínea num alguidar, acrescenta-se o arroz e enchem-se as tripas com a molhanga, coando com os dedos.
Atam-se as pontas e pronto.
Cozem-se as morcelas com uma cebola e uma ramo de salsa.

O resultado é este (ou foi este).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tradicional matança de porco.


Já todos tínhamos visto um porco a andar de bicicleta mas este faz trapézio.
Para fazer jus à foto de cabeçalho neste bonito blog, iremos dissecar este porco novamente, agora em diversos pratos e iguarias, tudo feito como não é permitido.
O bicho, esse, foi criado da forma mais conventual possível aqui pelo JMS e Filhos, Lda. Este porco não é verde mas é/foi amigo do ambiente. Reciclou quase tudo o era orgânico. Não sabemos o seu peso de nascença porque foi adoptado mas faleceu com aprox. 150Kg. Não foram ciganos mas morreu à facada. Ainda dizem que sair à noite é perigoso. Este saiu pela manhã e zumba.
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